segunda-feira, 26 de outubro de 2026
ELEIÇÕES 2026

Votação de 2026 alternará escolhas proporcionais e majoritárias na urna eletrônica

Nas eleições de 2026, a urna eletrônica apresentará seis etapas de votação para cinco cargos. A diferença ocorre porque dois senadores serão escolhidos por estado e pelo Distrito Federal, enquanto deputados serão eleitos pelo sistema proporcional e os cargos do Executivo, pelo sistema majoritário.
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A votação das eleições de 2026 será organizada em seis etapas na urna eletrônica, embora cinco cargos estejam em disputa. A diferença decorre da renovação de dois terços do Senado, que fará o eleitor escolher dois senadores em momentos distintos da sequência.

O roteiro começará pelos cargos do Legislativo e avançará para as disputas do Executivo. Primeiro, serão apresentados os candidatos a deputado federal. Depois, o eleitor escolherá deputado estadual ou distrital, conforme a unidade da Federação. Na sequência, aparecerão os dois votos para senador, seguidos pelas escolhas de governador e presidente da República.

A ordem foi definida para a votação das eleições gerais e exige atenção aos números correspondentes a cada cargo. Os candidatos a deputado federal concorrem com números de quatro dígitos. Para deputado estadual ou distrital, os números têm cinco dígitos. Já os candidatos ao Senado usam três dígitos, enquanto governador e presidente aparecem com números de dois dígitos.

Seis confirmações para cinco cargos

O Senado será o único cargo repetido durante a votação. Em 2026, cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores. Por isso, depois do primeiro registro para o cargo, a urna apresentará uma nova tela para a segunda escolha.

As duas vagas não serão preenchidas com um único voto. O eleitor deverá indicar um candidato para cada uma delas, em etapas separadas. A confirmação do primeiro nome não encerra a votação para o Senado, que voltará a ser apresentada antes das escolhas para governador e presidente.

Essa configuração é diferente da adotada nas eleições em que apenas um terço das cadeiras do Senado é renovado. Quando uma vaga está em disputa, há somente uma escolha para senador. Em 2026, a renovação de dois terços fará com que o cargo seja apresentado duas vezes na urna eletrônica.

Deputado federal abre a sequência

A primeira escolha será para deputado federal. O cargo representa o eleitor na Câmara dos Deputados, órgão que integra o Congresso Nacional. Para votar, o eleitor deverá digitar o número do candidato e conferir na tela as informações exibidas antes de confirmar.

O voto para deputado federal faz parte do sistema proporcional. Nesse modelo, a distribuição das cadeiras considera os votos recebidos pelos candidatos e pelos partidos ou federações, conforme as regras eleitorais. O eleitor também pode optar pelo voto de legenda, quando digita apenas o número do partido ou da federação, caso essa opção esteja disponível para o cargo.

Depois da escolha para a Câmara dos Deputados, a urna apresentará o cargo de deputado estadual, nos estados, ou de deputado distrital, no Distrito Federal. A função corresponde à representação no Legislativo estadual ou distrital.

Assim como ocorre com deputado federal, a eleição para deputado estadual ou distrital segue o sistema proporcional. A principal diferença para o eleitor, no momento da votação, estará no número utilizado: os candidatos concorrem com cinco dígitos, enquanto os candidatos a deputado federal aparecem com quatro.

As duas escolhas para senador

Concluídas as votações para deputado federal e deputado estadual ou distrital, o eleitor passará aos cargos majoritários. O primeiro deles será o de senador.

Cada eleitor terá de fazer duas escolhas independentes para o Senado. A urna mostrará o cargo na primeira etapa e, depois da confirmação, voltará a apresentar uma tela destinada à segunda vaga. Em ambas, o número do candidato terá três dígitos.

O Senado Federal é composto por representantes dos estados e do Distrito Federal. Diferentemente da Câmara dos Deputados, a eleição para senador não segue o sistema proporcional. Em cada uma das duas disputas, será eleito o candidato que obtiver a maior votação, de acordo com a circunscrição correspondente.

O eleitor deverá observar o nome, a fotografia e os demais dados exibidos na urna antes de confirmar cada voto. Como o cargo será apresentado duas vezes, a conferência ajuda a distinguir as duas escolhas e a evitar que o segundo registro seja confundido com a repetição automática do primeiro.

Governador e presidente encerram o percurso

Depois dos dois votos para senador, a sequência chegará ao cargo de governador. A escolha será feita com número de dois dígitos. O governador é o chefe do Poder Executivo estadual ou, no caso do Distrito Federal, do governo distrital.

A disputa para governador também é majoritária. O eleitor escolherá entre os candidatos registrados para comandar a unidade da Federação. Caso nenhum candidato alcance a maioria exigida no primeiro turno, a definição poderá ocorrer em segundo turno entre os mais votados, conforme as regras aplicáveis à eleição.

A última tela da votação será destinada à Presidência da República. O cargo também será identificado por um número de dois dígitos. O presidente é o chefe do Poder Executivo federal, e a escolha encerra a sequência de confirmações na urna eletrônica.

Assim como na eleição para governador, a disputa presidencial é majoritária. A possibilidade de segundo turno depende do resultado do primeiro turno e das regras eleitorais. A ordem da urna, porém, permanece organizada com a escolha para presidente depois das votações para o Congresso e para os governos estaduais.

Diferença entre os sistemas de votação

A sequência de 2026 reunirá dois tipos de eleição. Deputados federais, estaduais e distritais serão escolhidos pelo sistema proporcional. Nesse caso, a composição dos órgãos legislativos leva em conta o desempenho dos partidos ou federações e dos candidatos, segundo a legislação eleitoral.

Senadores, governadores e presidente serão escolhidos pelo sistema majoritário. Nesse modelo, o resultado se concentra na votação individual dos candidatos, e vence aquele que obtiver a maior quantidade de votos válida para a disputa, observadas as regras específicas de cada cargo.

Essa diferença ajuda a explicar por que a urna apresentará números de tamanhos distintos e por que os cargos legislativos e executivos aparecem em uma mesma sequência, mas obedecem a critérios eleitorais diferentes. O eleitor não precisará fazer um procedimento separado para cada sistema: todas as escolhas serão registradas na urna eletrônica, na ordem definida para a eleição.

Ordem dos cargos na urna

O percurso de votação em 2026 seguirá esta ordem:

  1. deputado federal;
  2. deputado estadual ou distrital;
  3. primeiro senador;
  4. segundo senador;
  5. governador;
  6. presidente da República.

A listagem reúne cinco cargos, mas seis confirmações. A repetição do Senado é a característica que altera a contagem e explica por que o eleitor encontrará uma etapa a mais na urna.

Em todas as telas, depois de digitar o número, será possível conferir as informações do candidato antes de pressionar a tecla de confirmação. Se houver erro na digitação, a correção deverá ser feita antes da confirmação. Depois que o voto for registrado, a urna avançará para o cargo seguinte.

O roteiro também organiza a votação por blocos. As duas primeiras etapas são destinadas à Câmara dos Deputados e às assembleias legislativas ou à Câmara Legislativa do Distrito Federal. Em seguida, vêm os dois votos para o Senado. A parte final é dedicada aos cargos do Executivo: governador e presidente.

Com essa estrutura, a votação de 2026 combinará a renovação do Congresso Nacional com a escolha dos chefes dos Executivos estadual, distrital e federal. A fonte das informações sobre a ordem dos votos é a Agência Câmara de Notícias.