O Distrito Federal é formado por 35 regiões administrativas, estrutura criada para descentralizar a gestão pública e coordenar os serviços de interesse local. Embora Brasília seja a capital do país e sede do governo federal, o Distrito Federal não possui municípios. Sua organização territorial ocorre por meio das regiões administrativas, cada uma atendida por uma Administração Regional.
As regiões administrativas abrangem áreas urbanas, rurais, setores habitacionais, zonas industriais e núcleos históricos. Por isso, a expressão “cidades de Brasília” é usada no cotidiano para se referir a diferentes localidades do Distrito Federal, ainda que, do ponto de vista político-administrativo, elas não sejam municípios independentes. (redesim.df.gov.br)
Como surgiram as regiões administrativas
A divisão administrativa do Distrito Federal começou a ser estruturada pela Lei Federal nº 4.545, de 10 de dezembro de 1964. A norma estabeleceu as regiões administrativas como instrumento de descentralização e coordenação dos serviços públicos locais. Em 1965, o território foi organizado inicialmente em oito regiões: Brasília, Gama, Taguatinga, Brazlândia, Sobradinho, Planaltina, Jardim e Paranoá. (sinj.df.gov.br)
Com o crescimento da população e a expansão da ocupação urbana, a divisão foi modificada. Em 25 de outubro de 1989, a Lei nº 49 e o Decreto nº 11.921 reorganizaram o território em 12 regiões administrativas. Naquele momento, foram incorporadas novas áreas, como Ceilândia, Guará, Cruzeiro e Samambaia, enquanto a antiga Região Administrativa do Jardim deixou de existir com essa denominação. (sinj.df.gov.br)
Lista das 35 regiões administrativas do DF
A lista atual começa pelo Plano Piloto, identificado como RA I, e inclui Gama, Taguatinga, Brazlândia, Sobradinho, Planaltina, Paranoá, Núcleo Bandeirante, Ceilândia, Guará, Cruzeiro e Samambaia. Essas regiões estão entre as áreas mais antigas da organização territorial de Brasília.
Também fazem parte do Distrito Federal Santa Maria, São Sebastião, Recanto das Emas, Lago Sul, Riacho Fundo, Lago Norte, Candangolândia, Águas Claras, Riacho Fundo II, Sudoeste/Octogonal, Varjão, Park Way, SCIA/Estrutural, Sobradinho II, Jardim Botânico, Itapoã, SIA, Vicente Pires, Fercal, Sol Nascente/Pôr do Sol, Arniqueira, Arapoanga e Água Quente. (redesim.df.gov.br)
Expansão territorial e novas regiões
A criação de novas regiões administrativas acompanhou o surgimento de bairros, parcelamentos urbanos e áreas de ocupação consolidada. A Fercal, por exemplo, foi criada em 2012. Em 2019, foram instituídas as regiões do Sol Nascente/Pôr do Sol e de Arniqueira. As duas regiões mais recentes são Arapoanga e Água Quente, criadas em 2022, elevando o total para 35. (geoservicos.ide.df.gov.br)
As Administrações Regionais não têm autonomia política equivalente à de prefeituras municipais. Elas atuam como órgãos do Governo do Distrito Federal, fazendo a articulação de demandas locais e apoiando a execução de serviços públicos, obras, manutenção urbana e ações de atendimento à população.
Uma divisão que acompanha a história de Brasília
A configuração das regiões administrativas mostra como Brasília deixou de ser apenas o núcleo planejado no Plano Piloto e passou a reunir uma extensa rede urbana. De áreas tradicionais, como Taguatinga, Gama e Sobradinho, a localidades mais recentes, como Arniqueira, Arapoanga e Água Quente, o território revela diferentes momentos da formação social, econômica e urbana do Distrito Federal.